Este blog é para registarmos aquilo que nos dá na real e para mostrarmos que estamos vivas.
As nossas inspirações vêm das viagens que nos fazem sonhar, dos heróis que nos fazem felizes ou simplesmente de histórias e momentos do dia a dia.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O mundo em que vivemos

O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Visita do Papa Bento XVI

O porto recebeu hoje a visita do Santo Papa Bento XVI.

Eu fui uma das que o foram receber na Av. dos Aliados, apesar de não ser uma católica praticante achei este seria um momento possivelmente único na minha vida.

Um pouco de chuva veio visitar a multidão que não arredou pé de forma nenhuma, mas voltou o sol minutos antes de o hélicopetro que trazia sua Santidade sobrevoar a Avenida.
A aterragem do helicopetro na Serra do Pilar assim como o percurso no papa móvel através da ponte do Infante foi acompanhada nos ecrans instalados pela organização.

A ansiedade e o nervosismo faziam parte dos sentimentos que me faziam um pouco trémula por esta altura.
Logo que o papa móvel foi avistado a multidão manisfestou-se com grande entusiasmo e ninguém queria perder o momento de vislumbrar o representante de Deus na Terra.
Durante a celebração da Eucaristia o que mais me emocionou foi o silêncio no meio da multidão e os cânticos do coro de 1700 pessoas.


Hoje o meu coração está mais iluminado, OBRIGADO PAPA BENTO XVI!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Invictus" - William Ernest Henley

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Maior do que o sonho"


É sempre uma boa suspresa quando encontramos amigos que não vemos já há uns tempos... Melhor ainda é descobrirmos que esses amigos conseguiram da vida tudo aquilo com que sonharam, ou então caminham nesse sentido.
Admiro sinceramente a persistência e força para lutar por aquilo que mais queremos.
Ontem fui ver uma apresentação de uma nova banda no nosso panorama musical. Sim, é de um amigo... Mas por mais que pensem não sou suspeita para falar. Curti mesmo muito o som deles. Tem energia, "power" em palco e acima de tudo, a música é realmente bem trabalhada. Não é um produto forçado e muito menos "encomendado"...
Ora bem... E perguntam me de que estou para aqui a falar. O projecto chama-se Slide. (podem vê-los em www.slide.pt)
As músicas estão muito boas e espero muito sinceramente poder ve los novamente muito em breve mas em GRANDE. Para poder ver realmente a força deles.

*** Keep rockin'!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"O lago dos Cisnes" - Coliseu do Porto 08/01/2010


Composto por Tchaikovsky em 1876, por encomenda do Teatro Bolchoi de Moscovo, O Lago dos Cisnes, notabilizou-se pela beleza da música.
Inspirado numa antiga lenda alemã, em que o mundo tridimensional se cruza com um mundo mágico e místico, O Lago dos Cisnes conta a história de Odette, uma princesa transformada em cisne pela acção perversa de um feiticeiro.
Após uma difícil luta entre o poderoso e cruel Von Rothbart, e o Príncipe Siegfried, Odette é finalmente resgatada pelo amor do príncipe.
Uma história em que prevalece o poder do amor, sobre a ambição e a traição.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Conhecer Paris

Sous le ciel de Paris 2006

Ao chegar a Paris somos conquistados de mansinho, em cada visão, em cada esquina e quando damos conta, Paris já nos invadiu a alma. De imediato nos tornamos amantes desta cidade, da sua história da sua beleza dos seus mil e um encantos. É uma cidade perfeita, que mistura história, cultura, arte e romantismo.

Visitamos a cidade no Inverno , mês de Novembro e pode fazer muito, muito frio.
Ao chegarmos ao centro de Paris, a 1ª dificuldade foi sair da estação de metro, com tantas saídas ficamos baralhados.
Em Paris, existe uma verdadeira cidade subterrânea e para quem vai do Porto que tem um metrinho muito recente, aquilo parece uma toupeira gigante, mas se levarmos o trabalho de casa bem feito e arranjarmos um mapa das linhas de metro, logo perfuramos nesta aventura e em pouco tempo nos deslocamos com alguma facilidade.
Estivemos hospedados na Bastilha no hotel Aux trois portes um hotel simpático de duas estrelas, muito simples e a preço atractivo.
Perto do nosso hotel ficava a ópera da Bastilha e a célebre praça onde estava a prisão que ao ser invadida deu início à revolução Francesa.

Ao anoitecer o nosso primeiro impulso foi de imediato e por consenso, para o ícone de Paris. Saímos do metro e avistamo-la de imediato, mas ainda um pouco ao longe, cheguei a substimá-la, continuamos a caminhar em direcção a um dos monumentos mais emblemáticos do mundo que já teve título de uma das sete maravilhas, e ao vê-la de perto sentimo-nos emocionados, eis que estamos nos Champs de Mars mesmo por baixo da Torre Eiffel, com os seus 325 metros de altura e 10000 toneladas de ferro.




A fila de bilheteira não estava nos piores dias e como um de nós tinha menos de 25 anos pagou metade do bilhete.
Subimos ao 1º piso e depois ao 2º a vista mesmo de noite é fantástica, a cidade luz está aos nossos pés embora sejamos nós os rendidos ao seu encanto.
Não subimos mais, porque o 3º piso estava interdito devido ao nevoeiro, mas o 2º já causa vertigens que cheguem se nos aproximarmos muito das beiras.
Com tanto frio pode ficar tentado a beber um chocolate quente, mas se esperar pela descida, mesmo em frente à torre, pode beber o chocolate e incluir um crepe de chocolate nutella pelo mesmo preço.

1º dia


Acordamos de madrugada 07h o que cá significa 06h e não houve reclamações tal era a ansiedade de conhecer a cidade.

Musée du Louvre logo pela manhãzinha.

O museu está instalado no lindíssimo Palácio do Louvre e o seu nome deriva da palavra franca leovar ou leower, que significa lugar fortificado. Na era medieval foi um forte e as suas ruínas podem ser visitadas no sub-solo do museu, só mais tarde o Rei Filipe II iniciou a sua reconstrução e fez dele, o Castelo do Louvre, que servia de fortaleza aos ataques vikings. A fortaleza sofreu transformações por vários reinados até se tornar no Palácio do Louvre, residência real.

Abandonado pelo Rei Luís XIV quando se mudou para Versailles, foi projectado a museu durante a revolução Francesa para guardar as obras de arte nacionais, algumas herdadas da monarquia e outras pilhadas por Napoleão durante as suas conquistas.

Actualmente no seu pátio central está a pirâmide de vidro, e três mais pequenas em seu redor, dentro do museu na zona comercial (carrousel du Louvre) fica a pirâmide invertida.

A pirâmide principal fica exactamente na linha central dos Champs Elysées, onde começa o Eixo histórico (segmento de recta que começa na pirâmide do Louvre, passa pelo Arco du Carrousel, caminho central do jardim des Tuileries, praça de La Concorde, avenida des Champs Elysées, Arco do Triunfo, ponte de Neuilly, e acaba no recente Grande Arco de la Défense).

É grande o contraste entre a arquitectura clássica do museu e a futurista pirâmide, esta combinação é um pouco heterogénea, mas cada uma no seu estilo acabam por se encaixar e formam um clássico da actualidade Parisiense.





Há ali uma magia que emociona os mais sensíveis, adorei aquele local.

Não se espante se vir a polícia rondar de metralhadora em punho, pense que só estão a protegê-lo a si e ao incalculável expólio do museu.


As obras do Louvre:

O Louvre conta com mais de trezentas mil peças, mas só trinta e cinco mil estão em exposição, é impossível dar atenção as todas as obras num só dia por isso o melhor é seleccionar as que mais lhe interessam e deixar as outras para uma próxima visita.

A Mona Lisa (La Gioconda), talvez seja a obra mais importante e apreciada do Louvre fica no centro de uma sala e está protegida por um vidro especial à prova de bala, é emocionante estar em frente de uma obra de arte tão valiosa. Este quadro tem algo especial…não é permitido tirar fotografias para evitar o desgaste da pintura pelos flashes, mas pode sempre tentar captar o sorrisso da Gioconda de soslaio, claro que é muito difícil e arrsicado pois estão vários guardas do museu em seu redor para impedir os mais distraídos que se "esqueçem" de ler o aviso.
A obra foi trazida de Itália pelo génio Leonardo da Vinci seu autor, diz-se que é o retrato da esposa de um rico comerciante Fiorentino. Chegou a ser exposta em vários locais, entre eles, os aposentos do Imperador Napoleão Bonaparte, mais tarde já no museu foi roubada e temeu-se que estivesse perdida para sempre, mas terá sido encontrada em Itália na casa de um antigo funcionário do museu.


São várias as pinturas e esculturas que parecem viver e que levam muito tempo a observar, entre elas “A virgem das Rochas”, “Pietá de Avignon”, “Retrato de Luís XIV”, “A liberdade guiando o povo”, “O navio dos loucos”, “Retrato de Richelieu”etc.

Ao subir uma escadaria está em grande destaque a minha obra preferida, Vitória de Samotrácia, tirei um monte de fotos nesta escultura, é poderosa e faz-nos viajar no tempo, até 190 a.c.
A escultura representa a Deusa Atena Niké e foi descoberta em 1863 num santuário dos deuses de Samotrácia, fazia parte de uma fonte com a forma de proa de barco e dizem que foi doada pela cidade de Rodes para este santuário. Ao seu lado está o fragmento da mão que só foi encontrado anos mais tarde.




Outras relíquias imperdíveis são: A Vénus de Milo, a Dama de Auxerre a réplica do arco do Triunfo, a estátua de Minerva e a colecção de antiguidades Egípcias como ex: sarcófagos, múmias, vestuário, papiros, o famoso escriba sentado e a estátua da Deusa Hator.

A sala dos imperadores e a galeria Apolo onde está exposta a coroa de Luís XV são também alas obrigatórias da visita


Em frente ao museu fica a Place du Carrousel o Arc du Triomphe du Carrousel, achei mas bonito que o arco do triunfo, talvez pelas estão estátuas que o adornam pertencentes a uma fachada do antigo Palácio de Tulherias.



O Arco abre as portas a um dos mais belos jardins de Paris, Jardin de Tuileries, está decorado de estátuas antigas e de dois lagos rodeados de cadeiras onde simplesmente relaxamos e apanhamos sol.
Aqui sofremos dois ataques, 1º ao sermos enganados a comprar umas gravuras que achávamos estar a comprar barato 25€ p/3 e mais tarde descobrimo-las por todo o lado a 5€. O 2º ataque foi das pombas francesas por sinal bem atrevidas, já não se pode fazer um pic-nic num dos jardins mais famosos do mundo que elas querem logo roubar o almoço, uma delas ainda levou na cara e este momento foi de galhofa total, inesquecível.


Este jardim pertenceu ao Palácio das Tulherias, a origem do nome talvez seja porque no local existia uma fábrica de telhas.

Adorei a história e por isso não posso deixar de registar um breve resumo.

Foi erguido por ordem da supersticiosa Catarina de Médicis, que nunca habitou nele devido à previsão feita por um astrólogo de que morreria naquele lugar, contudo foi residência de vários reis e imperadores.
Durante a Revolução foi para este palácio que foi trazida a Rainha Maria Antonieta e seus filhos quando retirados do Palácio de Versailles, também aqui nasceu o 1º filho de Napoleão Bonaparte o “Rei de Roma”.
Esteve ligado ao Palácio do Louvre através de uma ala que ainda hoje existe, é o que resta dele, pois foi incendiado em 1871 pela comuna de Paris, sendo mais tarde demolido.
Está a ser estudada pelo governo Francês, a possibilidade de reconstruir o Palácio para expor as restantes obras do Louvre.

No final do jardim encontramos a Place de la Concorde, uma enorme rotunda onde passam carros a grande velocidade.
Mesmo no meio da praça está o Obelisco de Luxor com mais de 3300 anos, a sua ponta em forma de pirâmide é feita de bronze e folhas de ouro, os hieróglifos que o cobrem celebram a glória do Faraó Ramsés II. Foi uma oferta do Egipto por reconhecimento ao primeiro tradutor de hieróglifos Champallion.



Outrora chamada de Place de la Révolution foi palco de festejos da revolução Francesa e de morticínio quando nela se instalou a Guilhotina que tirou a vida a vários elementos da monarquia, aristocracia, cientistas, poetas, líderes políticos entre outros.

Dos 2780 guilhotinados 1119 foram executados neste local.


De seguida fomos visitar a Conciergerie, um edifício pouco comum e sinistro, mas talvez o mais bonito de Paris. Construído para ser o primeiro palácio dos reis da França passou a ser denominado de Conciergerie quando o Rei Carlos V decidiu mudar de residência e nomeou um oficial para o importante cargo de Concierge que teria como função manter em funcionamento vários assuntos ligados à coroa.
Em 1350 foi ali instalado o 1º relógio público da cidade, substituído mais tarde por um mais complexo e que permanece até hoje em funcionamento.
Durante a revolução serviu de prisão e tribunal onde os prisioneiros aguardavam a sentença, os condenados à morte eram levados daqui directamente para a Praça da Revolução (Place de la Concorde).
Nos dias de hoje é lembrado por essas razões trágicas, e serve de museu onde estão recriadas cenas das celas dos prisioneiros, entre elas a mais famosa é a da Rainha Maria Antonieta que aqui passou seus últimos dois meses até ser condenada à guilhotina e levada numa gaiola para a Place de la Concorde.




Bem perto fica a Igreja Sainte Chapelle onde podemos admirar os seus fabulosos vitrais e mais a frente Catedral Notre Dame (Nossa Senhora).
Admiramos a catedral e obrigatoriamente nos lembramos do famoso Quasimodo, célebre figura do romance de Victor Hugo “O corcunda de Notre- Dame”, mas não o vimos espreitar, vimos sim, as gárgulas, que guardam a Catedral sem nunca adormecer.


Na fachada oriental podemos ver que está cercada pelas águas do Sena e a sua imagem é simplesmente esplendorosa e tranquila.
Na praça Parvis, em frente à catedral, encontra-se no no chão uma placa de bronze, que representa o ponto zero a partir do qual todas as distâncias das estradas nacionais francesas são calculadas.

Rapidamente ainda conseguimos fazer uma visita a Quartier Latin, entramos num restaurante turco muito curioso, porque tinha o chão coberto de sal, dizem eles que o sal afasta o mau olhado.
Aproveitamos o final da tarde para disfrutar um pouco da bela paisagem da catedral Notre-Dame sobre o Sena, com o pôr-do-Sol como plano de fundo.


Para mim foi sem dúvida um dos momentos altos desta viagem, apesar do cansaço pudemos tranquilamente caminhar a pé e observar os bonitos prédios, os charmosos cafés que quase sempre têm mesas do lado de fora, as lojas de flores que decoram os passeios e os enchem de cor e requinte. Na caminhada podemos sentir um pouco o pulsar da cidade com os parisienses nas suas tarefas do dia- a-dia.



Já de noite aproveitamos para regressar à pirâmide do Louvre e contemplá-la num fundo nocturno e sinistro mas não menos encantador.
Ainda tivemos tempo para conhecer os Champs Elyssés, uma avenida cheia de lojas e gente por todo o lado. Aqui ficam muitas das lojas mais caras de Paris mas também alguns restaurantes de fast-food, aqui fica também a Disney-Store onde aproveitamos para comprar os bilhetes para o parque temático Disney-Paris. No cimo da avenida fica o Arco do Triunfo no meio de uma rotunda que só pode ser atravessada por uma passagem subterrânea.


Dia 2

O destino seAlinhar ao centroria o Palácio de Versalhes, como era cedo ainda tivemos tempo de dar um saltinho a Montmatre, um bairro boémio situado na zona mais alta de Paris, ponto de encontro de artistas e intelectuais até hoje.
No cume fica a Basílica Sacré Cour (Sagrado Coração) um dos cartões de visita de Paris, é feita de Pedra de Travertino, uma pedra calcária que lhe confere a constante cor branca mesmo com o desgaste do tempo.


Subimos a colina pela escadaria da Basílica e descemos pela charmosa Escalier de la Butte, aproveitamos para namorar e tirar umas fotos incríveis enquanto descemos. Se preferir pode optar pelo funicular.

Fomos ter à Praça Pigalle, ficamos um pouco surpreendidos porque nos deparamos com um cenário pouco usual por cá.
Esta zona é famosa pela actividade nocturna, tem um museu erótico, várias sex-shops casas de striptease, salas de projecção de filmes pornográficos mais à frente os cabarets entre eles o do moinho mundialmente conhecido o Moulin Rouge e claro muitos bares e discotecas. Como era de manhã o ambiente era de limpezas pois as noites devem ser animadíssimas por estes lados, na próxima visita não perdemos.



Palácio de Versalhes

Está localizado na periferia da cidade e é um dos grandes símbolos do regime monárquico absoluto que dominou a França entre o século XVI e XVIII derrubado pela revolução Francesa. É um dos pontos turísticos mais visitados de França e recebe em média oito milhões de turistas por ano.

Foi construído sobre o pavilhão de caça do Rei Luís XIII a mando do “Rei Sol” Luís XIV que o foi ampliado durante décadas até ser transformado no maior palácio do mundo.
Aqui estava centrada a coroa Francesa e toda a sua corte, daqui Luís XIV poderia reinar no seu paraíso recatado e fugir dos tumultos e doenças da cidade.
Ao avistarmos o palácio o sentimento é de admiração, tal é a sua imponência. As fachadas e telhados estão minuciosamente trabalhados, nada foi deixado ao acaso, este palácio irradia riqueza e esplendor.
Compramos bilhetes para o palácio e para os jardins com visita de comboio, porque percorrer 700 hectares de jardins a pé deve ser doloroso. Agasalhe-se bem pois na viagem pelos jardins pode fazer um frio de tirar o fôlego.


O luxo deste palácio é evidente em toda a sua decoração e talvez a maior extravagância da megalomania do Rei Sol seja a Sala dos Espelhos, uma sala deslumbrante com 73,0 m de comprimento, 17 enormes janelas em frente de 17 espelhos onde se reflectem os fabulosos jardins da autoria de André Le Notre. Na altura em que foi construída, os espelhos só estavam ao alcance dos mais poderosos e era Veneza a cidade que dominava o seu fabrico, como todos os elementos deste palácio deveriam ser feitos na França, foram contratados trabalhadores de Veneza para produzir os espelhos numa fábrica francesa.

Imagino esta sala iluminada pelos seus lustres e fantasiada pelas vestes do Baile dos Teixos onde Luís XV conheceu aquela que viria a tornar-se sua amante, Madame Pompidou.

O Palácio de Versalhes possui 2.000 janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras, os aposentos de reis e rainhas ainda conservam o mobiliário e alguma decoração.
Outra obra-prima de Versalles é a sua capela, tiveram aqui lugar várias cerimónias, entre elas o casamento dos jovens Luís XVI e a arquiduquesa da Áustria Antonia de Lorraine (Maria Antonieta) que se tornaram reis de França 4 anos mais tarde.
Um reinado cheio de intrigas e escândalos, talvez pela despreparação dos dois jovens em lidar com a corte e com os revolucionários que difamaram completamente a imagem da realeza, até levar os reis à guilhotina dando por terminada a monarquia em França.
Nas imediações do palácio podem também ser visitados os aposentos privados desta Rainha o Petit Trianon, um pequeno palácio que recebeu do marido após o nascimento da 1ªfilha, talvez a ideia fosse conseguir privacidade afastando-se um pouco dos olhares da corte. A visita é paga a parte mas dizem valer a pena, nós optamos por não entrar.

Sair de Paris e não visitar o palácio de Versalhes é o mesmo que não subir a Torre Eiffel.

No regresso fomos visitar o Bairro de Lá Defense, um bairro contemporâneo, centro dos negócios de Paris, aqui estão grandes edifícios vanguardistas que servem de sede a grandes empresas nacionais internacionais.
O arco do triunfo da nova geração está aqui O Grande Arche de la Défense, curioso é que foi construído por uma empresa Portuguesa. Procure também a estátua de um dedo, é mesmo assim um dedo gigante e muito perfeito.
Jantamos no centro comercial da estação. Em vários pontos de Paris há sempre um maccdonald´s ou qualquer outro restaurante de fast-food por perto, mas o melhor é ter sempre alguma coisa na mochila porque o tempo para parar a comer não é muito se queremos conhecer o máximo possível.

Pela noite abraçamos o Sena e navegamos num cruzeiro através das suas margens, a viagem é confortável e quentinha porque o barco é fechado, cada lugar tem uma espécie de auscultador interactivo onde ouvimos no idioma desejado,(claro que não tem Português), a história de cada ponto importante que vamos atravessando. O cruzeiro dura cerca de 1 hora e recomenda-se.


3º Dia

Começou chuvoso para nossa desilusão, demos um saltinho à Ópera Garnier só tivemos tempo de vislumbrá-la pelo lado de fora e logo de seguida esperava-nos outro mundo.




Um mundo de fantasia, a Disneyland Paris, tudo neste lugar nos faz sonhar, regressamos à infância e à casa dos nossos heróis parece que estamos dentro de um verdadeiro filme da Disney.
Logo na entrada estão lojas que de tudo fazem para captar a nossa atenção e dentro delas tudo está organizado de forma a qualquer um perder a cabeça, é muito difícil resistir aos encantos dos mimos que ali se encontram.


A não perder a viagem no barco do Mississipi, a casa assombrada, a visita aos piratas das Caraíbas, o castelo da cinderela e muito mais.
Na hora do almoço fomos a um dos vários restaurantes que existem no recinto, optamos por um mais económico de fast-food e aconteceu uma coisa gira: Estava eu a tentar pedir o menu em Francês até o funcionário muito simpáctico perceber que eu era Portuguesa assim como ele…uff que alívio, foi bom encontrar alguém que me percebesse.




Como fomos no dia 1 de Novembro estava em estreia a Parada de Natal (desfile com várias figuras e temas da disney), se for por estas datas não perca.
Pela noite pode sempre assistir a Parada habitual com os carros alegóricos iluminados é muito giro, assista.

Muito havia para contar mas o melhor é ir lá e disfrutar.




De regresso a casa, a caminho do autocarro que nos conduziria ao aeroporto, muitos eram os turistas a chegar e outros tantos a partir, só vimos pessoas com malas para um lado e para outro mas todas de sorisso nos lábios. Deixamos Paris com uma imensa vontade de voltar, tanto ficou por ver e repetiríamos tudo por onde passamos.

Paris é... La vie en Rose.

O Quebra-Nozes...


Noite cultural... Estou tão excitada!!!
Vai ser o meu primeiro bailado ao vivo... IUPIIIII
Gostava que fosse o "Lago dos Cisnes" mas infelizmente os bilhetes são um bocadinho menos acessiveis :-( paciencia... Estamos em Portugal...
Espero que seja tão espectacular com eu imagino, amanhã já temos inspiração para novo post :-D

Lua Nova...


Ontem foi noite de cinema com a familia...
O filme foi o novo da saga Twilight, o "New moon".
Estes filmes são baseados nos livros de Stephanie Meyer e dos quais eu sou uma fã. Estes livros contam a vida de uma rapariga humana, normalissima que se apaixona por um vampiro DESLUMBRANTE. Bem esse vampiro sente um fascinio por ela... Ou melhor dizendo pelo sangue dela... E pela sua mente, visto ser a única que ele não consegue prescrutar.
O primeiro filme relata esse encontro entre dois mundos completamente diferentes e o crescer dessa relação (de dependencia na minha humilde opiniao)entre um vampiro e uma humana.
Neste segundo filme vem ao de cima as diferenças e contrariedades dessa relação. O apelo do sangue humano é superior a qualquer relação de amizade e irmandade.
Somos também testemunhas de um abandono que julgamos irrecuperável. A busca da adrenalina para colmatar essa falta e o encontro com uma visão que reaviva a dor dessa perda.
Chegamos a conclusao que uma amizade consegue curar a seu tempo uma ferida de amor mas não consegue preencher o vazio que ela deixa.
Como fã de toda a saga da luz e escuridão sou suspeita, mas aconselho a quem ainda não leu que o faça, porque é sempre bom quando conseguimos deixar por momentos o nosso mundo de problemas e entrar num mundo de fantasia e sonho com os nossos "monstros" mais fascinantes...
os filmes são um bom começo para espicaçar essa vontade!!!

Bons filmes e boas leituras...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Encontra as figuras escondidas

9 caras

As 3 mulheres

Cavalo e sapo

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Segunda-feira...


Ora hoje é de novo Segunda-feira... Sabem o que consegue ser bem pior que muitas Sextas-feiras 13 juntas? Uma segunda feira de chuva... Quem, em seu perfeito juizo gosta de sair da cama num dia em que tudo volta ao início... Una nova semana, novos desafios, novo mau humor...
Enfim... Temos que levar com o espirito aberto e um desejo forte para que mais esta Segunda passe rápido e sem grandes alaridos...
Boa sorte a todos

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Azar ou superstição...


Sexta-feira 13... Superstições... Medos... Azares...

A lenda que eu conheço reza que durante a idade média em França, no reinado de Filipe, O Belo, este teve uma desavença com a igreja e posteriormente com a Ordem dos Templários, porque estes não o admitiram na Ordem. Por esse motivo Filipe decretou que a Ordem dos Templários era "Ilegal" e ordenou que todos membros da Ordem fossem presos em todo o país. A ordem do Rei foi levada em frente e algum membros foram até torturados e, mais tarde, executados por heresia. O dia da execução acredita-se ter sido numa Sexta-feira... 13...

Sexta- feira 13

Para tormento de alguns e indiferença de outros, hoje temos o famoso dia de azar.

Esta crença já é antiga e pode ter várias origens:

- Cristo foi morto numa sexta feira 13

- A Santa Ceia era composta de 13 pessoas e duas delas morreram em seguida

- Na mitologia nórdica , conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e Balder o favorito dos Deuses acabou por ser morto,daí a crença de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Sabias que todos os anos não importa se o ano for bissexto ou não tem sempre que haver um dia sexta-feira 13 ...
Eu acredito que este dia pode ser de azar para qualquer um, assim como qualquer outro dia, eu vou é aproveitar para jogar no euromilhões e marcar uma cruzinha no nº 13, pode ser que me dê sorte.